QUARTA-FEIRA DE CINZAS, JEJUM E
ABSTINÊNCIA
ENTRADA
Antífona de entrada Cf. Sb 11, 23-24
De todos Vos compadeceis, Senhor,
e amais tudo quanto fizestes;
perdoais aos pecadores arrependidos,
porque sois o Senhor nosso Deus.
Reunido
o povo, o sacerdote dirige-se ao presbitério com os ministros, durante o canto
de entrada.
Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o
em sinal de veneração e, se oportuno, incensa-o. Em seguida, todos se dirigem
às cadeiras.
Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de
pé, faz o sinal da cruz enquanto o sacerdote diz:
℣. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo.
O povo responde:
℞. Amém.
O sacerdote, voltado ao povo e abrindo os braços,
saúda:
℣. A vós,
irmãos, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
O povo responde:
℞. Bendito
seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Omite-se o ato penitencial, que é substituído pela
distribuição das cinzas.
ORAÇÃO DO DIA
Terminado, de mãos unidas, o sacerdote diz:
℣. Oremos.
E todos oram em silêncio por um tempo.
Então, o sacerdote abrindo os braços reza a oração:
℣. Concedei-nos, Senhor,
a graça de começar com santo jejum este tempo da Quaresma,
para que, no combate contra o espírito do mal,
sejamos fortalecidos com o auxílio da temperança.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
℞. Amém.
PRIMEIRA LEITURA
O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura,
que todos ouvem sentados.
L. Leitura da Profecia de Joel
L. Diz agora o Senhor: «Convertei-vos a Mim de todo o
coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai o vosso coração e não os
vossos vestidos. Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é clemente e
compassivo, paciente e misericordioso, pronto a desistir dos castigos que promete.
Quem sabe se Ele não vai reconsiderar e desistir deles, deixando atrás de Si
uma bênção, para oferenda e libação ao Senhor, vosso Deus? Tocai a trombeta em
Sião, ordenai um jejum, proclamai uma reunião sagrada. Reuni o povo, convocai a
assembleia, congregai os anciãos, reuni os jovens e as crianças. Saia o esposo
do seu aposento e a esposa do seu tálamo. Entre o vestíbulo e o altar, chorem
os sacerdotes, ministros do Senhor, dizendo: ‘Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso
povo e não entregueis a vossa herança à ignomínia e ao escárnio das nações.
Porque diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?’». O Senhor encheu-Se de
zelo pela sua terra e teve compaixão do seu povo.
Ao concluir, aquele que lê diz:
L. Palavra do Senhor.
A assembleia, responde:
℞. Graças a Deus.
SALMO RESPONSORIAL
O salmista ou o cantor recita o salmo, e o povo o
estribilho.
Refrão: Pecamos, Senhor: tende compaixão de nós. Repete-se
Ou: Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos
pecadores. Repete-se
Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas. Refrão
Porque eu reconheço os meus pecados
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós,
e fiz o mal diante dos vossos olhos. Refrão
Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade. Refrão
Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Abri, Senhor, os meus lábios
e a minha boca cantará o vosso louvor. Refrão
SEGUNDA LEITURA
Se houver segunda leitura, o leitor a fará no ambão,
como acima.
L. Leitura da Segunda Epístola de São Paulo aos Coríntios
L. Irmãos: Nós somos embaixadores de Cristo; é Deus quem
vos exorta por nosso intermédio. Nós vos pedimos em nome de Cristo:
reconciliai-vos com Deus. A Cristo, que não conhecera o pecado, identificou-O
Deus com o pecado por amor de nós, para que em Cristo nos tornássemos justiça
de Deus. Como colaboradores de Deus, nós vos exortamos a que não recebais em
vão a sua graça. Porque Ele diz: «No tempo favorável, Eu te ouvi; no dia da
salvação, vim em teu auxílio». Este é o tempo favorável, este é o dia da
salvação.
Ao concluir, aquele que lê diz:
L. Palavra do Senhor.
A assembleia, responde:
℞. Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Omite-se o Aleluia, canta-se outra Antífona apropriada para este Tempo.
LOUVOR
A VÓS REI DA ETERNA GLÓRIA
Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,
não fecheis os vossos corações.
Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o
no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do
sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para
que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono responde:
Amém.
Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante
do altar, reza em silêncio;
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os
lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho.
EVANGELHO
O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão,
acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
℣. O Senhor esteja convosco.
℞. Ele
está no meio de nós.
O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no
livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
℣. Evangelho + de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São
Mateus+++
℞. Glória
a vós, Senhor.+++
Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno,
incensa o livro e proclama o Evangelho.
℣. Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as
vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não
tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus. Assim, quando deres
esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas
sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já
receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o
que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o
que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os
hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das
ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua
recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora
a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a
recompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que
desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo:
já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e
lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai,
que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a
recompensa».
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
℣. Palavra da Salvação.
O povo aclama:
℞. Glória
a vós, Senhor.
O sacerdote beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os
nossos pecados.
HOMILIA
Nos domingos e festas de preceito, faça-se a homilia,
também recomendável nos outros dias.
BÊNÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DAS CINZAS
Depois
da homilia, o sacerdote, de pé, diz de mãos unidas:
℣. Oremos
fervorosamente a Deus Pai,
para que Se digne abençoar com a abundância da sua graça
estas cinzas que vamos impor sobre as nossas cabeças,
em sinal de penitência.
E após
um instante em silêncio, diz:
Senhor
nosso Deus,
que Vos compadeceis daquele que se humilha
e perdoais àquele que se arrepende,
ouvi misericordiosamente as nossas preces
e derramai a vossa bênção + sobre os vossos servos
que vão receber estas cinzas,
para que, fiéis à observância quaresmal,
mereçam chegar, de coração purificado,
à celebração do mistério pascal do vosso Filho,
nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Ou:
Deus de infinita bondade,
que não desejais a morte do pecador mas a sua conversão,
ouvi misericordiosamente as nossas súplicas
e dignai-Vos abençoar + estas cinzas
que vamos impor sobre as nossas cabeças,
para que, reconhecendo que somos pó da terra
e à terra havemos de voltar,
alcancemos, pelo fervor da observância quaresmal,
o perdão dos pecados e uma vida nova
à imagem do vosso Filho ressuscitado,
nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
℞. Amém.
Em
silêncio asperge as cinzas com água benta.
Os
fiéis se aproximam e permanecem de pé. O sacerdote impõe-lhes as cinzas dizendo
a cada um:
℣. Convertei-vos e crede no Evangelho.
Ou:
℣. Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar.
Enquanto
isso, cante-se uma Antífona própria ou um Canto
Antífona I Cf. Jl 2, 13
Mudemos as nossas vestes pela cinza e o cilício.
Jejuemos e choremos diante do Senhor,
porque Deus é infinitamente misericordioso
e perdoa os nossos pecados.
Antífona II Cf. Jl 2, 17; Est 13, 17
Entre o vestíbulo e o altar, chorem os sacerdotes, ministros do Senhor,
dizendo: perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo,
para que possa cantar sempre os vossos louvores.
Antífona III Sl 50, 3
Lavai-me de toda a iniquidade, Senhor.
Pode repetir-se esta antífona depois de cada versículo ou estrofe do salmo 50
(Compadecei‑Vos de mim, ó Deus).
Responsório Cf. Br 3, 2; Sl 78, 9
V. Renovemos a nossa vida,
reparemos o mal que fizemos,
para que não nos surpreenda o dia da morte
e nos falte o tempo para nos convertermos.
R. Ouvi-nos, Senhor, e tende compaixão de nós,
porque somos pecadores.
V. Ajudai-nos, Senhor, pela glória do vosso nome;
perdoai as nossas culpas e salvai-nos.
R. Ouvi-nos, Senhor, e tende compaixão de nós,
porque somos pecadores.
Terminada a imposição das cinzas, o sacerdote lava as
mãos. O rito conclui-se com a oração universal ou oração dos fiéis.
A Missa
prossegue do modo habitual.
Não se
diz o Credo.
LITURGIA EUCARÍSTICA
Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros
colocam no altar o corporal, o sanguinho , o cálice e o missal.
O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e,
elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que
recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos
apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote
recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!
O diácono ou o sacerdote derrama o vinho e um pouco
d'água no cálice, rezando em silêncio.
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos
participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa
humanidade.
Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um
pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho
que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que
agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.
Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote
recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!
O sacerdote, inclinando, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor,
acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos
agrade, Senhor, nosso Deus.
Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar.
Depois, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e
o povo.
O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos,
dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de
meus pecados.
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e
unindo as mãos, o sacerdote diz:
℣. Orai,
irmãos e irmãs, para que esta nossa família, reunida em nome de Cristo, possa
oferecer um sacrifício que seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo responde:
℞. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a
glória do seu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja.
Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a
oração sobre as oferendas;
℣. Recebei, Senhor, este sacrifício, com o qual
iniciamos solenemente a Quaresma, e fazei que, pela penitência e pela
caridade, nos afastemos do caminho do mal, a fim de que, livres
de todo o pecado, nos preparemos para celebrar fervorosamente a
paixão de Cristo, vosso Filho. Ele que vive e reina pelos séculos dos
séculos.
℞. Amém.
PREFÁCIO DA QUARESMA III
Os frutos do jejum
Na Quarta-feira de Cinzas e nos Domingos da Quaresma.
O sacerdote, de braços abertos, começa a Oração
eucarística, dizendo:
℣. O
Senhor esteja convosco.
℞. Ele
está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
℣. Corações
ao alto.
℞. O nosso
coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
℣. Demos
graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
℣. Senhor,
Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa
salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte. Vós nos ensinais, pela
abstinência quaresmal, a manifestar-Vos a nossa gratidão, a dominar os excessos
da nossa inclinação para o mal e a dar alimento aos que têm fome, imitando a
vossa divina bondade. Por isso, com todos os coros dos anjos, proclamamos a
vossa glória, dizendo (cantando) numa só voz:
Todos dizem em voz alta ou se oportuno, cantam.
SANTO,
SANTO, SANTO, É O SENHOR DEUS DO UNIVERSO!
O CÉU E
A TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA:
HOSSANA
NAS ALTURAS!
BENDITO
O QUE VEM EM NOME DO SENHOR!
HOSSANA
NAS ALTURAS!
ORAÇÃO EUCARÍSTICA IV
28. Em todas as missas, o sacerdote deverá
proferir com voz inteligível a Oração eucarística; poderão ser cantadas aquelas
partes que, segundo o rito da concelebração, forem apropriadas ao canto.
109. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pai santo, nós Vos glorificamos, porque sois grande e
tudo criastes com sabedoria e amor. Formastes o homem à vossa imagem e lhe
confiastes o universo, para que, servindo-Vos unicamente a Vós, seu Criador,
exercesse domínio sobre todas as criaturas. E quando, por desobediência, perdeu
a vossa amizade, não o abandonastes ao poder da morte, mas, na vossa
misericórdia, a todos socorrestes, para que todos aqueles que Vos procuram Vos
encontrem. Repetidas vezes fizestes aliança com os homens e, pelos profetas, os
formastes na esperança da salvação.
Pai santo, de tal modo amastes o mundo, que, chegada a
plenitude dos tempos, nos enviastes, como Salvador, o vosso Filho unigénito:
feito homem pelo poder do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, viveu a
nossa condição humana, em tudo igual a nós, exceto no pecado; anunciou a
salvação aos pobres, a libertação aos oprimidos, a alegria aos que sofrem. Para
cumprir o vosso plano salvador, voluntariamente Se entregou à morte e, com a
sua ressurreição, destruiu a morte e restaurou a vida. E a fim de vivermos, não
já para nós próprios, mas para Ele, que por nós morreu e ressuscitou, de Vós,
Pai misericordioso, enviou aos que n’Ele creem o Espírito Santo, como primícias
dos seus dons, para continuar a sua obra no mundo e consumar toda a
santificação.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
Nós Vos pedimos, Senhor, que o Espírito Santo
santifique estes dons,
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo,
sobre o pão e o cálice, dizendo:
para que se convertam no Corpo e + Sangue de nosso
Senhor Jesus Cristo,
une as mãos
ao celebrarmos este grande mistério, que Ele nos
deixou como sinal de aliança eterna.
O relato da instituição da Eucaristia seja proferido
de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pai santo, quando chegou a hora em que Ele ia ser
glorificado por Vós, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao
fim. E, durante a Ceia,
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do
altar, prossegue:
tomou o pão, bendisse-Vos, partiu-o e deu-o aos seus
discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena
e genuflete em adoração.
Então prossegue:
De igual modo,
toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado
acima do altar, prossegue:
tomou o cálice com vinho, deu-Vos graças e deu-o aos
seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e
genuflete em adoração.
Em seguida, diz:
Mistério da fé!
A assembleia aclama:
℞.Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a
vossa ressurreição. Vinde,
Senhor Jesus!
O sacerdote, de braços abertos, diz:
Celebrando agora, Senhor, o memorial da nossa
redenção, recordamos a morte de Cristo e a sua descida à mansão dos mortos; proclamamos
a sua ressurreição e ascensão aos céus; e, esperando a sua vinda gloriosa, nós
Vos oferecemos o seu Corpo e Sangue, o sacrifício do vosso agrado e de salvação
para todo o mundo.
Olhai, Senhor, para esta oblação, que preparastes para
a vossa Igreja, e concedei, por vossa bondade, a quantos vamos participar do
mesmo pão e do mesmo cálice, que, reunidos pelo Espírito Santo num só corpo,
sejamos em Cristo uma oferenda viva, para louvor da vossa glória.
1C: Lembrai-Vos agora, Senhor, de todos aqueles
por quem oferecemos este sacrifício: o vosso servo, o nosso papa Silvestre, e
todos os bispos, os ministros sagrados e os que Vos apresentam as suas ofertas,
os membros desta assembleia, todo o vosso povo santo e todos aqueles que Vos
procuram de coração sincero.
2C: Lembrai-Vos também dos nossos irmãos que
adormeceram na paz de Cristo e de todos os defuntos cuja fé só Vós conhecestes.
E a todos nós, vossos filhos, concedei, Pai de
misericórdia, a graça de alcançarmos a herança do céu, com a Virgem santa
Maria, Mãe de Deus, são José, seu esposo, os apóstolos e todos os santos, para
que, no vosso reino, com a criação inteira liberta do pecado e da morte,
cantemos eternamente a vossa glória, por nosso Senhor Jesus Cristo.
une as mãos
Por Ele concedeis ao mundo todos os bens.
Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai
todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por
todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama:
℞.Amém.
RITO DA COMUNHÃO
Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o
sacerdote diz unindo as mãos:
℣. Guiados pelo Espírito de Jesus e iluminados pela
sabedoria do Evangelho, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
℞. Pai
nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso
reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o
pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim
como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
℣. Livrai-nos de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz
em nossos dias, para que, ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres
do pecado e de toda a perturbação, enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus
Cristo nosso Salvador.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração
aclamando:
℞. Vosso é
o reino, o poder e a glória para sempre!
O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
℣. Senhor
Jesus Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: Deixo-vos a paz, dou-vos a
minha paz: não olheis aos nossos pecados, mas à fé da vossa Igreja, e dai-lhe a
união e a paz, segundo a vossa vontade,
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
℞. Amém.
O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
℣. A paz
do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
℞. O amor de Cristo nos uniu.
Omite-se o Gesto de saudação até à Vigília Pascal
Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a
patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
℣. Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o
Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
℞. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende
piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende
piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos
a paz.
Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a
fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos
a paz.
O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
℣. Senhor
Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tonem
causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio
para a minha vida.
O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a
sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
℣. Felizes
os convidados para a Ceia do Senhor.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
℞. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha
morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
COMUNHÃO
O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.
Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um
pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede
do mesmo modo.
Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o
rito prescrito.
Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo,
inicia-se o canto da comunhão.
Antífona da comunhão Sl 1, 2-3
Aquele que medita dia e noite na lei do Senhor
dará fruto a seu tempo.
Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou
acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em
silêncio:
Fazei, Senhor,que conservemos num coração puro o que a
nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio
eterno.
AÇÃO DE GRAÇAS
O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável
guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.
ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO
De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
℣. Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de
silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz:
℣. Senhor,
fazei que este sacramento nos leve a praticar o verdadeiro jejum,
que seja agradável a vossos olhos e sirva de remédio aos nossos males.
Por Cristo nosso Senhor.
℞. Amém.
RITOS FINAIS
Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.
Segue-se o rito de despedida.
O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
℣. O Senhor esteja convosco.
℞. Ele
está no meio de nós.
O diácono diz:
Inclinai-vos para receber a bênção.
E
estendendo os braços diz:
℣. Infundi, Senhor, o espírito
de arrependimento
sobre os fiéis que se inclinam diante da vossa
divina majestade
e fazei que alcancem da vossa misericórdia
a recompensa prometida aos penitentes.
Por Cristo nosso Senhor.
℞. Amém!
℣. A bênção de Deus
todo-poderoso,
Pai, Filho + e Espírito Santo,
desça sobre vós e permaneça para sempre.
℞. Amém!
Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo,
unindo as mãos:
℣. Ide em
paz e que o Senhor vos acompanhe.
℞. Graças
a Deus.
Então o
sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início.
Feita a
devida reverência, retira-se com os ministros em Silêncio!
