FESTA
DAS SANTAS CHAGAS DO SENHOR
As Cinco
Chagas do Senhor – FESTA
Vermelho – Ofício da festa. Te Deum.
Missa própria, Glória, pf. da Cruz.
RITOS INICIAIS
1. Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.
Antífona da entrada
Is 53, 5
Cristo foi trespassado por causa das nossas culpas
e esmagado por causa das nossas iniquidades.
Pelas suas Chagas fomos curados.
2. Chegado ao altar e feita a devida reverência, beija-o em
sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos se dirigem
às cadeiras.
Terminado o canto de entrada, toda a
assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres.: Em nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.
O sacerdote, voltado para o povo e abrindo
os braços, saúda-o com a seguinte fórmula:
Pres.: A graça de nosso
Senhor Jesus Cristo que por nós intercede junto do Pai esteja convosco.
Ass.: Bendito seja
Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
3. O sacerdote, diácono
ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir
os fiéis na missa do dia.
ATO PENITENCIAL
Segue-se o ato penitencial. O sacerdote
convida os fiéis à penitência:
Pres.: Irmãos:
Para celebrarmos dignamente os santos mistérios, reconheçamos que somos
pecadores.
Após um momento de silêncio, usa-se a
seguinte fórmula:
Pres.: Confessemos
os nossos pecados.
Ass.: Confesso
a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes, por pensamentos
e palavras, atos e omissões (e, batendo no peito,
dizem: )por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. (e continuam:) E peço à Virgem Maria, aos anjos e
santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus
todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à
vida eterna.
Ass.: Amém.
4. Seguem as invocações
Senhor, tende piedade de nós, caso já não tenham ocorrido no ato penitencial.
Pres.: Senhor,
tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende
piedade de nós.
Pres.: Cristo,
tende piedade de nós.
Ass.: Cristo,
tende piedade de nós.
Pres.: Senhor,
tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende
piedade de nós.
Ou, faça-se cantado:
HINO DE LOUVOR
5. Quando for prescrito,
canta-se ou recita-se o hino:
Pres.: Glória
a Deus nas alturas,
Ass.: e paz na terra
aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso:
nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos,
nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho
Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o
pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o
Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.
Ou, faça-se cantado
ORAÇÃO DO DIA
6. Terminado o hino, de
mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo.
Então o sacerdote, abrindo os braços, reza
a oração.
Deus de
infinita misericórdia,
que, por meio do vosso Filho unigénito, pregado na cruz,
quisestes salvar todos os homens,
concedei-nos que, venerando na terra as suas santas Chagas,
mereçamos gozar no céu o fruto redentor do seu Sangue.
Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
Ass.: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
(Is 53, 1-10)
7. O leitor dirige-se ao
ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.
«Foi trespassado por causa das nossas culpas»
– Leitura
do Livro de Isaías
Quem acreditou no que ouvimos dizer?
A quem se revelou o braço do Senhor?
O meu servo cresceu diante do Senhor como um rebento,
como raiz numa terra árida,
sem distinção nem beleza para atrair o nosso olhar
nem aspecto agradável que possa cativar-nos.
Desprezado e repelido pelos homens,
homem de dores, acostumado ao sofrimento,
era como aquele de quem se desvia o rosto,
pessoa desprezível e sem valor para nós.
Ele suportou as nossas enfermidades
e tomou sobre si as nossas dores.
Mas nós víamos nele um homem castigado,
ferido por Deus e humilhado.
Ele foi trespassado por causa das nossas culpas
e esmagado por causa das nossas iniquidades.
Caiu sobre ele o castigo que nos salva:
pelas suas chagas fomos curados.
Todos nós, como ovelhas, andávamos errantes,
cada qual seguia o seu caminho.
E o Senhor fez cair sobre ele as faltas de todos nós.
Maltratado, humilhou-se voluntariamente
e não abriu a boca.
Como cordeiro levado ao matadouro,
como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam,
ele não abriu a boca.
Foi eliminado por sentença iníqua,
mas, quem se preocupa com a sua sorte?
Foi arrancado da terra dos vivos
e ferido de morte pelos pecados do seu povo.
Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios
e um túmulo no meio de malfeitores,
embora não tivesse cometido injustiça
nem se tivesse encontrado mentira na sua boca.
Aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento.
Mas se oferecer a sua vida como sacrifício de expiação,
terá uma descendência duradoira,
viverá longos dias
e a obra do Senhor prosperará em suas mãos.
– Palavra do Senhor.
Ass.: Graças
a Deus.
SALMO RESPONSORIAL
(Sl 21 (22), 7-8. 15. 17-18a. 22-23)
8. O salmista ou cantor
recita o salmo, e o povo o estribilho.
– Trespassaram
as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos.
Ass.: Trespassaram
as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos.
–
Eu sou um verme e não um homem,
o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe.
Todos os que me vêem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça.
Ass.: Trespassaram
as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos.
– Sou
como água derramada,
desconjuntam-se todos os meus ossos.
O meu coração tornou-se como cera
e derreteu-se dentro do meu peito.
Ass.: Trespassaram
as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos.
– Matilhas
de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.
Ass.: Trespassaram
as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos.
– Salvai-me
das fauces do leão
e dos chifres dos búfalos livrai este infeliz.
Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Ass.: Trespassaram
as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
10. Segue-se o Aleluia ou outro canto.
CANTO
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
Um dos
soldados trespassou o lado do Senhor
e logo saiu sangue e água
11. Enquanto isso, o
sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o
Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác.: Dá-me a
tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O
Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar
dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
Diác.: Amém.
Se não houver diácono, o sacerdote,
inclinado diante do altar, reza em silêncio:
Pres.: Ó Deus
todo-poderoso purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie
dignamente o vosso santo Evangelho.
EVANGELHO
(Jo 19, 28-37)
«Hão-de olhar para aquele que trespaçarão»
12. O diácono ou o
sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com
o incenso e as velas, e diz:
Diác. ou Pres.: O
Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio
de nós.
O diácono ou o sacerdote, fazendo o sinal
da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diác. ou Pres.: +
Evangelho de Nosso Senhor Jesus +++ Cristo, segundo São João
Ass.: Glória a vós,
Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for
oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác. ou Pres.: Naquele
tempo,
sabendo que tudo estava consumado
e para que se cumprisse a Escritura,
Jesus disse:
«Tenho sede».
Estava ali um vaso cheio de vinagre.
Prenderam a uma vara uma esponja embebida em
vinagre
e levaram-Lha à boca.
Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou:
«Tudo está consumado».
E, inclinando a cabeça, expirou.
Por ser a Preparação da Páscoa,
e para que os corpos não ficassem na cruz durante
o sábado
– era um grande dia aquele sábado –
os judeus pediram a Pilatos
que se lhes quebrassem as pernas e fossem
retirados.
Os soldados vieram e quebraram as pernas ao
primeiro,
depois ao outro que tinha sido crucificado com ele.
Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto,
não Lhe quebraram as pernas,
mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma
lança,
e logo saiu sangue e água.
Aquele que viu é que dá testemunho
e o seu testemunho é verdadeiro.
Ele sabe que diz a verdade,
para que também vós acrediteis.
Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que
diz:
«Nenhum osso lhe será quebrado».
Diz ainda outra passagem da Escritura:
«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram».
13. Terminado o
Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
Diác. ou Pres.: Palavra
da Salvação.
Ass.: Glória a vós,
Senhor.
O sacerdote ou o diácono beija o livro,
rezando em silêncio:
Diác. ou Pres.: Pelas
palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.
HOMILIA
14. Nos domingos e festas
de preceito, faça-se a homilia, também recomendável nos outros dias.
PROFISSÃO DE FÉ
15. Terminada a homilia,
seja feita, quando prescrita, a profissão de fé:
Ass.: Creio em Deus
Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único
Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da
Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está
sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos
e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica; na comunhão dos
santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna.
Amém.
LITURGIA EUCARÍSTICA
PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS
17. Inicia-se o canto do
ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o
cálice e o missal.
18. Convém que os fiéis
manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da
Eucaristia, ou outros dons para auxílio da comunidade e dos pobres.
19. O sacerdote, de pé,
toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Pres.: Bendito
sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade,
fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se
vai tornar pão da vida.
Em seguida, coloca a patena como pão sobre
o corporal.
Se não houver canto ao ofertório, poderá o
sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a
aclamação:
Ass.: Bendito seja
Deus para sempre!
20. O diácono ou o
sacerdote derrama vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:
Pres.: Pelo
mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso
Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.
21. Em seguida, o
sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Pres.: Bendito
sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade,
fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para
nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.
Se não houver canto ao ofertório, poderá o
sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a
aclamação:
Ass.: Bendito seja
Deus para sempre!
22. O sacerdote,
inclinado, reza em silêncio:
Pres.: De
coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso
sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, nosso Deus.
23. Se for oportuno,
incensa as oferendas e o altar. Depois, o diácono ou o ministro incensa o
sacerdote e o povo.
24. O sacerdote, de pé,
ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Pres.: Lavai-me,
Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.
CONVITE À ORAÇÃO
25. No meio do altar e
voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos
26. Em seguida, abrindo
os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas.
Pres.:Recebei, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar e fazei que,
unidos a Jesus, mediador da nova aliança, renovemos nestes santos
mistérios a aspersão redentora do seu Sangue, que brota das suas
santas Chagas. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos
Ass.: Amém.
Prefácio das Santas Chagas de Nosso Senhor
Jesus Cristo
27. Começando a Oração
Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Abrindo os braços diz:
O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.
Elevando as mãos, o sacerdote continua:
Corações ao alto.
O povo responde:
Ass: O nosso coração está em Deus.
De braços abertos, o sacerdote acrescenta:
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
O povo responde:
Ass: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote continua o prefácio de braços abertos.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente
nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele foi trespassado por causa das nossas culpas
e suportou as nossas enfermidades no seu Corpo, sobre o madeiro da cruz,
para que, mortos para o pecado, vivamos, pelo seu Sangue, para a justiça
e santidade,
e, fortalecidos na fé, enraizados na caridade,
firmes na esperança, alcancemos a herança da vida eterna.
Por isso, com os anjos e os santos, proclamamos
a vossa glória, numa só voz:
No
fim junta as mãos e conclui o prefácio, cantando ou recitando em voz alta com o
povo:
Ass: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a
vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana
nas alturas!
Oração Eucarística IV
28. Em todas as missas, o
sacerdote deverá proferir com voz inteligível a Oração eucarística; poderão ser
cantadas aquelas partes que, segundo o rito da concelebração, forem apropriadas
ao canto.
109. O sacerdote, de
braços abertos, diz:
Pai santo, nós Vos glorificamos, porque sois grande e tudo criastes com
sabedoria e amor. Formastes o homem à vossa imagem e lhe confiastes o universo,
para que, servindo-Vos unicamente a Vós, seu Criador, exercesse domínio sobre
todas as criaturas. E quando, por desobediência, perdeu a vossa amizade, não o
abandonastes ao poder da morte, mas, na vossa misericórdia, a todos
socorrestes, para que todos aqueles que Vos procuram Vos encontrem. Repetidas
vezes fizestes aliança com os homens e, pelos profetas, os formastes na
esperança da salvação.
Pai santo, de tal modo amastes o mundo, que, chegada a plenitude dos
tempos, nos enviastes, como Salvador, o vosso Filho unigénito: feito homem pelo
poder do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, viveu a nossa condição
humana, em tudo igual a nós, exceto no pecado; anunciou a salvação aos pobres,
a libertação aos oprimidos, a alegria aos que sofrem. Para cumprir o vosso
plano salvador, voluntariamente Se entregou à morte e, com a sua ressurreição,
destruiu a morte e restaurou a vida. E a fim de vivermos, não já para nós
próprios, mas para Ele, que por nós morreu e ressuscitou, de Vós, Pai
misericordioso, enviou aos que n’Ele creem o Espírito Santo, como primícias dos
seus dons, para continuar a sua obra no mundo e consumar toda a santificação.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
Nós Vos pedimos, Senhor, que o Espírito Santo santifique estes dons,
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo, sobre o pão e o
cálice, dizendo:
para que se convertam no Corpo e + Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo,
une as mãos
ao celebrarmos este grande mistério, que Ele nos deixou como sinal de
aliança eterna.
O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e
audível, como requer a sua natureza.
Pai santo, quando chegou a hora em que Ele ia ser glorificado por Vós,
tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. E, durante a
Ceia,
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
tomou o pão, bendisse-Vos, partiu-o e deu-o aos seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em
adoração.
Então prossegue:
De igual modo,
toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar,
prossegue:
tomou o cálice com vinho, deu-Vos graças e deu-o aos seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.
Em seguida, diz:
Mistério da fé!
A assembleia aclama:
Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
O sacerdote, de braços abertos, diz:
Celebrando agora, Senhor, o memorial da nossa redenção, recordamos a morte
de Cristo e a sua descida à mansão dos mortos; proclamamos a sua ressurreição e
ascensão aos céus; e, esperando a sua vinda gloriosa, nós Vos oferecemos o seu
Corpo e Sangue, o sacrifício do vosso agrado e de salvação para todo o mundo.
Olhai, Senhor, para esta oblação, que preparastes para a vossa Igreja, e
concedei, por vossa bondade, a quantos vamos participar do mesmo pão e do mesmo
cálice, que, reunidos pelo Espírito Santo num só corpo, sejamos em Cristo uma
oferenda viva, para louvor da vossa glória.
1C: Lembrai-Vos agora, Senhor, de todos aqueles por quem oferecemos este
sacrifício: o vosso servo, o nosso papa Silvestre, e todos os bispos, os
ministros sagrados e os que Vos apresentam as suas ofertas, os membros desta
assembleia, todo o vosso povo santo e todos aqueles que Vos procuram de coração
sincero.
2C: Lembrai-Vos também dos nossos irmãos que adormeceram na paz de Cristo e de
todos os defuntos cuja fé só Vós conhecestes.
E a todos nós, vossos filhos, concedei, Pai de misericórdia, a graça de
alcançarmos a herança do céu, com a Virgem santa Maria, Mãe de Deus, são José,
seu esposo, os apóstolos e todos os santos, para que, no vosso reino, com a
criação inteira liberta do pecado e da morte, cantemos eternamente a vossa
glória, por nosso Senhor Jesus Cristo.
une as mãos
Por Ele concedeis ao mundo todos os bens.
Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na
unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos
séculos.
A assembleia aclama:
Ass.: Amém.
RITO DA COMUNHÃO
125. Tendo colocado o
cálice e a patena sobe o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres.: Obedientes à
palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
O sacerdote
abre os braços e prossegue com o povo:
Ass.: Pai
nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso
reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de
cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do
mal.
126. O sacerdote
prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de
todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz em nossos dias, para que, ajudados
pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e de toda a
perturbação, enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso
Salvador.
Ass.: Vosso é o reino,
o poder e a glória para sempre!
127. O sacerdote, de
braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus
Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: Deixo-vos a paz, dou-vos a minha
paz: não olheis aos nossos pecados, mas à fé da vossa Igreja, e dai-lhe a união
e a paz, segundo a vossa vontade,
O sacerdote
une as mãos e conclui:
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
Ass.: Amém.
128. O sacerdote,
estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor
esteja sempre convosco.
Ass.: O amor de Cristo
nos uniu.
129. Em seguida, se for
oportuno, o diácono ou o sacerdote acrescenta estas palavras ou outras
semelhantes:
Diác. ou Pres.: Irmãos
e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E todos,
segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade; o
sacerdote saúda o diácono ou o ministro.
130. Em seguida, o
sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice,
rezando em silêncio:
Pres.: Esta
união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos
receber, nos sirva para a vida eterna.
131. Enquanto isso,
canta-se ou recita-se:
Ass.: Cordeiro
de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende
piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
dai-nos a paz.
Ou, faça-se cantado:
Essas palavras podem ser
repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na
última vez se diz: dai-nos a paz.
132. O sacerdote, de mãos
unidas, reza em silêncio:
Pres.: Senhor
Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com
o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus
pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir
sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou:
Pres.: Senhor Jesus Cristo,
o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e
condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para minha
vida.
133. O sacerdote faz
genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre a patena, diz em vos alta,
voltado para o povo:
Pres.: Felizes
os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado
do mundo.
E
acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor,
eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei
salvo.
Antífona da comunhão
Lc 24,39
Vede as minhas mãos e os meus pés, diz o Senhor. Sou Eu.
COMUNHÃO
134. O sacerdote, voltado
para o altar, reza em silêncio:
Pres.: Que o Corpo de
Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o
Corpo de Cristo. Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Pres.: Que o Sangue de
Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o
Sangue de Cristo.
135. Toma a patena ou o
cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar, diz a cada
um:
O Corpo de Cristo.
O que vai
comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada
comunhão, procede do mesmo modo.
136. Se houver comunhão
sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.
137. Enquanto o sacerdote
comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.
138. Terminada a
comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote
reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que
a nossa boca recebeu. E que está dádiva temporal se transforme para nós
em remédio eterno.
139. O sacerdote pode
voltar à cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar
algum salmo ou canto de louvor.
DEPOIS DA COMUNHÃO
140. De pé, junto à
cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum
tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote abrindo os
braços, diz a oração "Depois da comunhão."
Senhor, que nos alimentastes com o pão da vida,
concedei-nos que, celebrando dignamente as gloriosas Chagas do nosso
Salvador, dêmos testemunho do seu mistério pascal na nossa vida. Por
Cristo nosso Senhor.
Ass.: Amém.
RITOS FINAIS
141. Se necessário,
façam-se breves comunicações ao povo.
BÊNÇÃO FINAL
142. Segue-se o rito de
despedida. O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: O Senhor esteja
convosco.
Ass.: Ele está no meio
de nós.
O sacerdote abençoa o povo dizendo:
Pres.: Abençoe-vos
o Deus todo-poderoso: Pai e Filho + e
Espírito Santo.
Ass.: Amém.
143. Depois, o diácono ou
o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos.
Diác. ou Pres.: Ide
em paz, e o Senhor vos acompanhe.
Ass.: Graças
a Deus.
144. Então o sacerdote
beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência,
retira-se com os ministros.