FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR E PURIFICAÇÃO DE NOSSA SENHORA
(Festa de Nossa Senhora da Cabeça)
Apresentação do Senhor – FESTA
Branco – Ofício da festa. Te Deum.
* Na paróquia de Nossa Senhora da Cabeça-Roma,
Festa da Padroeira- SOLENIDADE
* Na Ordem de Cister – Apresentação do Senhor –
SOLENIDADE
* Na Congregação da Aliança de Santa Maria –
Apresentação do Senhor, Titular – SOLENIDADE; Aniversário da fundação (1966).
* Na Congregação das Filhas de São Camilo –
Aniversário da fundação (1892).
* Na Congregação das Irmãs da Caridade do Sagrado
Coração de Jesus – Aniversário da fundação (1877).
RITOS INICIAIS
1. Reunido
o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de
entrada.
Para
esta celebração, o Missal prevê duas formas de início da celebração:
Primeira
Forma | Procissão: Na primeira forma, no adro da Igreja são acesas e benzidas
as velas, havendo de seguida procissão para a Igreja, onde, ao entrar, se canta
a Antífona de Entrada própria da eucaristia deste dia. (in Missal Romano 812).
Segunda
Forma | Entrada Solene: Na segunda forma, as velas são acesas, e ao fundo da
Igreja, em lugar conveniente, o sacerdote procede à benção das velas.
Terminando este momento, segue em procissão até ao altar, durante a qual,
canta-se a antífona de entrada própria da eucaristia deste dia. (in MR 814).
Antífona da entrada
Sl 47, 10-11
Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo.
Toda a terra proclama o louvor do vosso nome,
porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.
2. Chegado
ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se for
oportuno, incensa-o. Em seguida, todos se dirigem às cadeiras.
Terminado o canto de entrada, toda a
assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres.: Em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.
O sacerdote, voltado para o povo e abrindo
os braços, saúda-o com a seguinte fórmula:
Pres.: A
graça de nosso Senhor Jesus Cristo que por nós intercede junto do Pai esteja
convosco.
Ass.: Bendito
seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
3. O
sacerdote, diácono ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves
palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.
Bênção das Velas
Segue-se a bênção das Velas:
Pres.: Irmãos
e irmãs, há 40 dias celebrávamos com alegria o Natal do Senhor. E hoje chegou o
dia em que Jesus foi apresentado ao templo por Maria e José. Conformava-se
assim à lei do Antigo Testamento, mas na realidade vinha ao encontro do seu
povo fiel. Impulsionados pelo Espírito Santo, o velho Simeão e a profetisa Ana
foram também ao templo. Iluminados pelo mesmo Espírito, reconheceram o seu
Senhor naquela criança e o anunciaram com júbilo. Também nós, reunidos pelo
Espírito Santo, vamos nos dirigir à casa de Deus, ao encontro de Cristo. Nós o
encontraremos e reconheceremos na fração do pão, enquanto esperamos a sua vinda
na glória.
Deus, fonte e origem de toda luz, que hoje
mostrastes ao justo Simeão a luz que ilumina as nações, nós vos pedimos
humildemente: santificai estas velas com a vossa + bênção e atendei às preces
do vosso povo aqui reunido. Fazei que, levando-as nas mãos em vossa honra e
seguindo o caminho da virtude, cheguemos à luz que não se apaga. Por Cristo,
nosso Senhor.
ATO PENITENCIAL
Segue-se o ato penitencial. O sacerdote
convida os fiéis à penitência:
Pres.: Irmãos: Para celebrarmos dignamente os santos
mistérios, reconheçamos que somos pecadores.
Após um momento de silêncio, usa-se a
seguinte fórmula:
Pres.: Confessemos os nossos pecados.
Ass.: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que
pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões (e,
batendo no peito, dizem: )por minha culpa, minha culpa, minha tão
grande culpa. (e continuam:) E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos, e a
vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os
nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass.: Amém.
4. Seguem
as invocações Senhor, tende piedade de nós, caso já não tenham ocorrido no ato
penitencial.
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor,
tende piedade de nós.
Pres.: Cristo, tende piedade de nós.
Ass.: Cristo, tende piedade de nós.
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor,
tende piedade de nós.
Ou, faça-se cantado:
HINO DE LOUVOR
5. Quando
for prescrito, canta-se ou recita-se o hino:
Pres.: Glória
a Deus nas alturas,
Ass.: e
paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai
todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos
glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus
Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós
que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do
mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade
de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus
Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.
Ou,
faça-se cantado
ORAÇÃO DO DIA
6. Terminado
o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo.
Então o sacerdote, abrindo os braços, reza
a oração.
Deus todo-poderoso e eterno, humildemente
Vos suplicamos que, assim como a Virgem Santa Maria apresentou o vosso Filho
unigénito no templo, revestido da natureza humana, assim também, de alma
purificada, ela nos apresente diante de Vós. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
Ass.: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
(Mal 3,1-4)
7. O
leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.
« Entrará no seu templo o Senhor a quem
buscais»
– Leitura da Profecia de Malaquias
Assim fala o Senhor Deus: «Vou
enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim. Imediatamente
entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por
quem suspirais. Ele aí vem – diz o Senhor do Universo –. Mas quem
poderá suportar o dia da sua vinda, quem resistirá quando Ele
aparecer? Ele é como o fogo do fundidor e como a lixívia dos
lavandeiros. Sentar-Se-á para fundir e purificar: purificará os
filhos de Levi, como se purifica o ouro e a prata, e eles serão
para o Senhor os que apresentam a oblação segundo a justiça. Então a
oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor,
como nos dias antigos, como nos anos de outrora.
– Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.
SALMO RESPONSORIAL
(Salmo 88 (89), 20.21-22.25-26 R. 25a)
8. O
salmista ou cantor recita o salmo, e o povo o estribilho.
– O Senhor do Universo é o Rei da Glória.
Ass.: O
Senhor do Universo é o Rei da Glória.
– Levantai, ó portas, os vossos umbrais,
alteai-vos, pórticos antigos,
e entrará o Rei da glória.
Ass.: O
Senhor do Universo é o Rei da Glória.
– Quem é esse Rei da glória?
O Senhor forte e poderoso,
o Senhor poderoso nas batalhas.
Ass.: O
Senhor do Universo é o Rei da Glória.
– Levantai, ó portas, os vossos umbrais,
alteai-vos, pórticos antigos,
e entrará o Rei da glória
Ass.: O
Senhor do Universo é o Rei da Glória.
– Quem é esse Rei da glória?
O Senhor dos Exércitos,
é Ele o Rei da glória
Ass.: O
Senhor do Universo é o Rei da Glória.
SEGUNDA LEITURA
(Hbr 2,14-18)
9. Se
houver segunda leitura, o leitor fará no ambão, como acima.
« Devia tornar-Se semelhante em tudo aos
seus irmãos»
– Leitura da Epistola aos Hebreus
Uma vez que os filhos dos homens têm
o mesmo sangue e a mesma carne, também Jesus participou igualmente da
mesma natureza, para destruir, pela sua morte, aquele que tinha
poder sobre a morte, isto é, o diabo, e libertar aqueles que estavam a
vida inteira sujeitos à servidão, pelo temor da morte. Porque
Ele não veio em auxílio dos Anjos, mas dos descendentes de Abraão.
Por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos, para ser um
sumo sacerdote misericordioso e fiel no serviço de Deus, e assim
expiar os pecados do povo. De facto, porque Ele próprio foi provado pelo
sofrimento, pode socorrer aqueles que sofrem provação.
– Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
10. Segue-se
o Aleluia ou
outro canto.
CANTO
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
Luz para se revelar às nações e glória de
Israel vosso Povo.
11. Enquanto
isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai
proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz
baixa:
Diác.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para
que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
Diác.: Amém.
Se não houver diácono, o sacerdote,
inclinado diante do altar, reza em silêncio:
Pres.: Ó
Deus todo-poderoso purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie
dignamente o vosso santo Evangelho.
EVANGELHO
(Lc 2, 22-32)
«Luz para se revelar às nações»
12. O
diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos
ministros com o incenso e as velas, e diz:
Diác. ou Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele
está no meio de nós.
O diácono ou o sacerdote, fazendo o sinal
da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diác. ou Pres.: + Evangelho de Nosso Senhor Jesus +++ Cristo,
segundo São Lucas
Ass.: Glória
a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for
oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác. ou Pres.: Ao chegarem os dias da purificação, segundo a
Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para
O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor:
«Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para
oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas,
como se diz na Lei do Senhor. Vivia em Jerusalém
um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que
esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele.
O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o
Messias do Senhor; e veio ao templo, movido pelo Espírito.
Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as
prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em
seus braços e bendisse a Deus, exclamando:
«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis
ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa
salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz
para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».
13. Terminado
o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
Diác. ou Pres.: Palavra da Salvação.
Ass.: Glória
a vós, Senhor.
O sacerdote ou o diácono beija o livro,
rezando em silêncio:
Diác. ou Pres.: Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os
nossos pecados.
HOMILIA
14. Nos
domingos e festas de preceito, faça-se a homilia, também recomendável nos
outros dias.
PROFISSÃO DE FÉ
15. Terminada
a homilia, seja feita, quando prescrita, a profissão de fé:
Ass.: Creio
em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu
único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos
céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a
julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica;
na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na
vida eterna. Amém.
LITURGIA EUCARÍSTICA
PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS
17. Inicia-se
o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o
sanguinho, o cálice e o missal.
18. Convém
que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a
celebração da Eucaristia, ou outros dons para auxílio da comunidade e dos
pobres.
19. O
sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar,
reza em silêncio:
Pres.: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que
recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos
apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Em seguida, coloca a patena como pão sobre
o corporal.
Se não houver canto ao ofertório, poderá o
sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a
aclamação:
Ass.: Bendito
seja Deus para sempre!
20. O
diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em
silêncio:
Pres.: Pelo mistério desta água e deste vinho possamos
participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa
humanidade.
21. Em
seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza
em silêncio:
Pres.: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho
que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que
agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.
Se não houver canto ao ofertório, poderá o
sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a
aclamação:
Ass.: Bendito
seja Deus para sempre!
22. O
sacerdote, inclinado, reza em silêncio:
Pres.: De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor,
acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos
agrade, nosso Deus.
23. Se for
oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois, o diácono ou o ministro
incensa o sacerdote e o povo.
24. O
sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Pres.: Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de
meus pecados.
CONVITE À ORAÇÃO
25. No meio
do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos
26. Em
seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas.
Pres.:Senhor, que, na vossa bondade,quisestes que o vosso
Filho unigénito Se oferecesse a Vós,como Cordeiro sem mancha pela vida do
mundo,fazei que Vos seja agradável a oblação da vossa Igreja em festa. Por
Cristo nosso Senhor.
Ass.: Amém.
Prefácio da Apresentação do Senhor
27. Começando
a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Abrindo os braços diz:
O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.
Elevando as mãos, o sacerdote continua:
Corações ao alto.
O povo responde:
Ass: O nosso coração está em Deus.
De braços abertos, o sacerdote acrescenta:
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
O povo responde:
Ass: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote continua o prefácio de braços abertos.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é
verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda
a parte. Hoje, o vosso Filho, eterno como Vós, é apresentado no templo e
proclamado pelo Espírito glória de Israel e luz das nações. Por isso, vamos com
alegria ao encontro do Salvador e, com os anjos e os santos, proclamamos a
vossa glória, cantando numa só voz:
No fim junta as mãos e conclui o prefácio, cantando ou recitando em voz
alta com o povo:
Ass: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e
a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome
do Senhor! Hosana nas alturas!
Oração Eucarística IV
28. Em
todas as missas, o sacerdote deverá proferir com voz inteligível a Oração
eucarística; poderão ser cantadas aquelas partes que, segundo o rito da concelebração,
forem apropriadas ao canto.
109. O
sacerdote, de braços abertos, diz:
Pai santo, nós Vos glorificamos, porque sois grande e
tudo criastes com sabedoria e amor. Formastes o homem à vossa imagem e lhe
confiastes o universo, para que, servindo-Vos unicamente a Vós, seu Criador,
exercesse domínio sobre todas as criaturas. E quando, por desobediência, perdeu
a vossa amizade, não o abandonastes ao poder da morte, mas, na vossa
misericórdia, a todos socorrestes, para que todos aqueles que Vos procuram Vos
encontrem. Repetidas vezes fizestes aliança com os homens e, pelos profetas, os
formastes na esperança da salvação.
Pai santo, de tal modo amastes o mundo, que, chegada a
plenitude dos tempos, nos enviastes, como Salvador, o vosso Filho unigénito:
feito homem pelo poder do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, viveu a
nossa condição humana, em tudo igual a nós, exceto no pecado; anunciou a
salvação aos pobres, a libertação aos oprimidos, a alegria aos que sofrem. Para
cumprir o vosso plano salvador, voluntariamente Se entregou à morte e, com a
sua ressurreição, destruiu a morte e restaurou a vida. E a fim de vivermos, não
já para nós próprios, mas para Ele, que por nós morreu e ressuscitou, de Vós,
Pai misericordioso, enviou aos que n’Ele creem o Espírito Santo, como primícias
dos seus dons, para continuar a sua obra no mundo e consumar toda a
santificação.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
Nós Vos pedimos, Senhor, que o Espírito Santo
santifique estes dons,
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo, sobre o pão e o
cálice, dizendo:
para que se convertam no Corpo e + Sangue de nosso
Senhor Jesus Cristo,
une as mãos
ao celebrarmos este grande mistério, que Ele nos
deixou como sinal de aliança eterna.
O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e
audível, como requer a sua natureza.
Pai santo, quando chegou a hora em que Ele ia ser
glorificado por Vós, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao
fim. E, durante a Ceia,
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
tomou o pão, bendisse-Vos, partiu-o e deu-o aos seus
discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em
adoração.
Então prossegue:
De igual modo,
toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar,
prossegue:
tomou o cálice com vinho, deu-Vos graças e deu-o aos
seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.
Em seguida, diz:
Mistério da fé!
A assembleia aclama:
Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a
vossa ressurreição. Vinde,
Senhor Jesus!
O sacerdote, de braços abertos, diz:
Celebrando agora, Senhor, o memorial da nossa
redenção, recordamos a morte de Cristo e a sua descida à mansão dos mortos;
proclamamos a sua ressurreição e ascensão aos céus; e, esperando a sua vinda
gloriosa, nós Vos oferecemos o seu Corpo e Sangue, o sacrifício do vosso agrado
e de salvação para todo o mundo.
Olhai, Senhor, para esta oblação, que preparastes para
a vossa Igreja, e concedei, por vossa bondade, a quantos vamos participar do
mesmo pão e do mesmo cálice, que, reunidos pelo Espírito Santo num só corpo,
sejamos em Cristo uma oferenda viva, para louvor da vossa glória.
1C: Lembrai-Vos agora, Senhor, de todos aqueles por quem
oferecemos este sacrifício: o vosso servo, o nosso papa Silvestre, e todos os
bispos, os ministros sagrados e os que Vos apresentam as suas ofertas, os
membros desta assembleia, todo o vosso povo santo e todos aqueles que Vos
procuram de coração sincero.
2C: Lembrai-Vos também dos nossos irmãos que adormeceram
na paz de Cristo e de todos os defuntos cuja fé só Vós conhecestes.
E a todos nós, vossos filhos, concedei, Pai de
misericórdia, a graça de alcançarmos a herança do céu, com a Virgem santa
Maria, Mãe de Deus, são José, seu esposo, os apóstolos e todos os santos, para
que, no vosso reino, com a criação inteira liberta do pecado e da morte,
cantemos eternamente a vossa glória, por nosso Senhor Jesus Cristo.
une as mãos
Por Ele concedeis ao mundo todos os bens.
Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai
todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por
todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama:
Ass.: Amém.
RITO DA COMUNHÃO
125. Tendo
colocado o cálice e a patena sobe o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres.: Obedientes
à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
O
sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o
vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na
terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas
ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis
cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
126. O
sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos
de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz em nossos dias, para que, ajudados
pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e de toda a
perturbação, enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso
Salvador.
Ass.: Vosso
é o reino, o poder e a glória para sempre!
127. O
sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor
Jesus Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: Deixo-vos a paz, dou-vos a
minha paz: não olheis aos nossos pecados, mas à fé da vossa Igreja, e dai-lhe a
união e a paz, segundo a vossa vontade,
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos
séculos.
Ass.: Amém.
128. O
sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A
paz do Senhor esteja sempre convosco.
Ass.: O
amor de Cristo nos uniu.
129. Em
seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote acrescenta estas palavras ou
outras semelhantes:
Diác. ou Pres.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E
todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a
caridade; o sacerdote saúda o diácono ou o ministro.
130. Em
seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço
no cálice, rezando em silêncio:
Pres.: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e
Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
131. Enquanto
isso, canta-se ou recita-se:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende
piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do
mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do
mundo, dai-nos a paz.
Ou, faça-se cantado:
Essas
palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se
prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos
a paz.
132. O
sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que,
cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte
destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso
Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais
separar-me de vós.
Ou:
Pres.: Senhor
Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem
causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e
remédio para minha vida.
133. O
sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre a patena, diz em
vos alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o
Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E
acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha
morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
Antífona da comunhão
Lc
2,30-31
Os meus olhos viram a Salvação
que oferecestes a todos os povos.
COMUNHÃO
134. O
sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Pres.: Que
o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo. Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Pres.: Que
o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga
o Sangue de Cristo.
135. Toma a
patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão
comungar, diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que
vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada
comunhão, procede do mesmo modo.
136. Se
houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.
137. Enquanto
o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.
138. Terminada
a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote
reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração
puro o que a nossa boca recebeu. E que está dádiva temporal se transforme
para nós em remédio eterno.
139. O
sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio
ou recitar algum salmo ou canto de louvor.
DEPOIS DA COMUNHÃO
140. De
pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum
tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote abrindo os
braços, diz a oração "Depois da comunhão."
Deus de bondade, que respondestes à
esperança de Simeão, confirmai em nós a obra da vossa graça: assim
como lhe destes a alegria de receber em seus braços, antes de morrer, a
Cristo vosso Filho, concedei que também nós, fortalecidos por
estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos
a vida eterna. Por Cristo nosso Senhor.
Ass.: Amém.
RITOS FINAIS
141. Se
necessário, façam-se breves comunicações ao povo.
BÊNÇÃO FINAL
142. Segue-se
o rito de despedida. O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: O
Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele
está no meio de nós.
O sacerdote abençoa o povo dizendo:
Pres.: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso: Pai e Filho + e Espírito Santo.
Ass.: Amém.
143. Depois,
o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos.
Diác. ou Pres.: Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe.
Ass.: Graças a Deus.
144. Então o
sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida
reverência, retira-se com os ministros.