Livreto Litúrgico| SAGRAÇÃO EPISCOPAL DE DOM CAMILO MAJELA

 


SAGRAÇÃO EPISCOPAL DE DOM CAMILO MAJELA

Rito da Ordenação de um bispo

Regras gerais

1. Antes do inicio da celebração o que será ordenado, o celebrante, bem como o cerimoniário, devem analisar cada parte da celebração, seguindo as rubricas de maneira diligente e minuciosa. 

 

2. A celebração de Ordenação Episcopal, só se inicie com a Bula de Nomeação, enviada pelo pontífice. Ou, caso a Bula de Nomeação não seja publicada, com a autorização do Núncio Apostólico. 

    Se o ordenado está sendo ordenado em sua igreja catedral, logo depois da saudação ao ordenado, após o rito de ordenação, um dos presbíteros, se possível o Chanceler da Cúria, junto do ambão, lê a ata da posse enquanto todos ouvem, sentados e, no final, exclamam: Graças a Deus.


3. Realize-se a Ordenação do Bispo com o maior concurso possível de fiéis, num domingo ou dia festivo, particularmente numa festa dos Apóstolos, a não ser que razões pastorais aconselhem outro dia. Excluem-se, contudo, o Tríduo Pascal, a Quarta-Feira de Cinzas, toda a Semana Santa e a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos.

4. Nas solenidades, nos domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa, nos dias dentro da oitava da Páscoa e nas festas dos Apóstolos, utiliza-se as orações, as leituras e a cor litúrgica do dia.

5. Além do bispo ordenante, é obrigatória a concelebração de outros dois bispos. Caso um destes bispos retire-se da celebração (e apenas restar 1 bispo co-sagrante); se não houver se iniciado o propósito do eleito, prossegue-se a celebração sem a ordenação; se já houver se iniciado o propósito do eleito, prossegue-se o rito de ordenação. 

6. Podem ser abençoadas, antes da missa, as insignias. 

7. Ainda antes do inicio da celebração, o bispo ordenante informe aos leitores qual será a leitura, o salmo e o evangelho a ser lido.

 

Procissão de entrada

8. Quando tudo estiver preparado, como de costume, realiza-se a procissão até o altar. Vai à frente o Diácono, que leva o livro dos Evangelhos a ser usado na Missa e na Ordenação. Seguem-se os outros Diáconos, se houver, os Presbíteros concelebrantes; depois o eleito entre os seus presbíteros assistentes; em seguida os Bispos ordenantes e, finalmente, o Bispo ordenante principal com os Diáconos assistentes um pouco atrás. Chegando ao altar, feita a devida reverência, todos procuram os seus lugares. Neste meio tempo, canta-se um canto apropriado.

 

Saudação

9. Se, porém, o Bispo está sendo ordenado em sua igreja catedral, logo depois da saudação ao povo, um dos Diáconos ou Presbíteros concelebrantes apresenta a Carta Apostólica ao Colégio dos Consultores, na presença do Chanceler da Cúria, que porá isto na ata; depois, junto ao ambão, procede à sua leitura, enquanto todos ouvem, sentados, e, no final, aclamam: Graças a Deus, ou outra aclamação adequada.

    Nas dioceses recém-erigidas, também se faz a apresentação da Carta Apostólica, na catedral, ao clero e ao povo presente, ficando o presbítero mais idoso encarregado de lavrá-lo em ata.


RITOS INICIAIS

 

1. Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.






Antífona da entrada

 Sl 95, 1.6
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Glória e poder na sua presença,
esplendor e majestade no seu templo.

2. Chegado ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos se dirigem às cadeiras.

 

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:

Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Ass.: Amém.

 

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o com a seguinte fórmula:

Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo que por nós intercede junto do Pai esteja convosco.

Ass.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

 

3. O sacerdote, diácono ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

 

ATO PENITENCIAL

 

Segue-se o ato penitencial. O sacerdote convida os fiéis à penitência:

Pres.: Irmãos: Para celebrarmos dignamente os santos mistérios, reconheçamos que somos pecadores.

 

Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula:

Pres.: Confessemos os nossos pecados.

Ass.: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões (e, batendo no peito, dizem: )por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. (e continuam:) E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

 

Segue-se a absolvição sacerdotal:

Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Ass.: Amém.

 

4. Seguem as invocações Senhor, tende piedade de nós, caso já não tenham ocorrido no ato penitencial.

Pres.: Senhor, tende piedade de nós.

Ass.: Senhor, tende piedade de nós.

 

Pres.: Cristo, tende piedade de nós.

Ass.: Cristo, tende piedade de nós.

 

Pres.: Senhor, tende piedade de nós.

Ass.: Senhor, tende piedade de nós.

Ou, faça-se cantado:

HINO DE LOUVOR

 

5. Quando for prescrito, canta-se ou recita-se o hino:

Pres.: Glória a Deus nas alturas,

Ass.: e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

 Ou, faça-se cantado 

ORAÇÃO DO DIA

 

6. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:

Pres.: Oremos.

E todos oram em silêncio, por algum tempo.

Então o sacerdote, abrindo os braços, reza a oração.

 

Senhor nosso Deus, pastor eterno, que governais o vosso rebanho com solicitude constante e quereis hoje associar ao colégio episcopal vosso servo, presbítero Camilo, concedei, nós vos pedimos, que, pela santidade de sua vida, ele se mostre em toda parte verdadeira testemunha de Jesus Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. 

 

Ass.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

 

PRIMEIRA LEITURA

(2 Sam 11, 1-4a.5-10a.13-17)

7. O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.

 

«Desprezaste a minha palavra
e tomaste como esposa a mulher de Urias»

– Leitura do Segundo Livro de Samuel

No princípio daquele ano, na altura em que os reis costumam sair para a guerra, David mandou Joab, com os seus oficiais e todo o Israel, e eles devastaram a terra dos amonitas e puseram cerco a Rabá. Mas David ficou em Jerusalém. Uma tarde em que se levantara do leito e andava a passear no terraço real, viu, do alto do terraço, uma mulher a banhar-se, uma mulher de grande formosura. David mandou colher informações sobre ela e trouxeram-lhe esta resposta: «É Betsabé, filha de Elião e esposa de Urias, o hitita». David mandou emissários para que a trouxessem. Ela veio ao seu encontro e depois voltou para sua casa. A mulher concebeu e mandou informar David: «Estou grávida». Então David enviou esta mensagem a Joab: «Manda-me Urias, o hitita». E Joab mandou Urias a David. Quando Urias chegou, David pediu-lhe informações de Joab, do exército e da guerra. Depois disse-lhe: «Desce a tua casa e descansa um pouco». Urias saiu do palácio real e atrás dele seguiu um presente do rei. Urias deitou-se à porta do palácio, com todos os servos do rei, mas não desceu a sua casa. Foram informar David: «Urias não desceu a sua casa». No dia seguinte, David convidou Urias para comer e beber consigo e fez que se embriagasse. Pela tarde, Urias saiu e foi deitar-se no seu leito, com os servos do rei, e não desceu a sua casa. Na manhã seguinte, David escreveu uma carta a Joab e enviou-lha por meio de Urias. Ele escreveu nessa carta: «Coloca Urias no ponto mais perigoso da batalha e depois retirai-vos, para que seja atingido e morra». Joab, que cercava a cidade, colocou Urias num local onde sabia que estavam os guerreiros mais valentes. Os que defendiam a cidade saíram para atacar Joab e morreram alguns do exército, entre os oficiais de David. E morreu também Urias, o hitita.

– Palavra do Senhor.

Ass.: Graças a Deus.

 

SALMO RESPONSORIAL

(Salmo 24 (25), 4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R. 4a))

 

8. O salmista ou cantor recita o salmo, e o povo o estribilho.

 

– Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos. 

Ass.: Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos. 

– Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador. 

Ass.: Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos. 

– Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças, que são eternas.
Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,
por causa da vossa bondade, Senhor.
 

Ass.: Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos. 

–O Senhor é bom e recto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.
 

Ass.: Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos.  

 

SEGUNDA LEITURA

(Tito 1, 1-5)

 

9. Se houver segunda leitura, o leitor fará no ambão, como acima.

 

« A Tito, meu verdadeiro filho segundo a nossa fé comum »




- Início da Epistola de São Paulo a Tito

Paulo, servo de Deus, Apóstolo de Jesus Cristo, para levar os eleitos de Deus à fé e ao conhecimento da verdade conforme à piedade, na esperança da vida eterna. Antes dos tempos antigos, Deus, que não mente, prometeu esta vida eterna, e no tempo determinado manifestou a sua palavra, através da mensagem que me foi confiada por ordem de Deus, nosso Salvador. A Tito, meu verdadeiro filho segundo a nossa fé comum, a graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo, nosso Salvador! Eu deixei-te em Creta, para acabares de organizar o que faltava e estabeleceres anciãos em cada cidade, segundo as minhas instruções.

– Palavra do Senhor.

Ass.: Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

 

10. Segue-se o Aleluia ou outro canto.

 

CANTO

 

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.

O Senhor enviou-me a anunciar aos pobres a boa nova e aos cativos a redenção. 

11. Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:

Diác.: Dá-me a tua bênção.

 

O sacerdote diz em voz baixa:

Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.

Diác.: Amém.

 

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio:

Pres.: Ó Deus todo-poderoso purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho.

 

EVANGELHO

(Lc 10, 1-9)

«A vossa paz repousará sobre eles» 

12. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:

Diác. ou Pres.: O Senhor esteja convosco.

Ass.: Ele está no meio de nós.

 

O diácono ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:

Diác. ou Pres.:  +Evangelho +++ de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Lucas

Ass.: Glória a vós, Senhor.+++

 

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.

Diác. ou Pres.:  Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’.

13. Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:

Diác. ou Pres.: Palavra da Salvação.

Ass.: Glória a vós, Senhor.

 

O sacerdote ou o diácono beija o livro, rezando em silêncio:

Diác. ou Pres.: Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

 

SAGRAÇÃO EPISCOPAL

 

20. Terminada a proclamação, o diácono, com toda reverência, coloca o livro dos evangelhos novamente sobre o altar, onde permanece até o momento de ser colocado sobre a cabeça do Ordinando.



SÚPLICA AO ESPÍRITO SANTO



21. Estando todos de pé, e sem mitra, segundo alguma das fórmulas abaixo, canta-se o Veni Creator Spiritus.



VINDE ESPÍRITO CRIADOR



VINDE ESPÍRITO CRIADOR, A NOSSA ALMA VISITAI

E ENCHEI OS CORAÇÕES COM VOSSOS DONS CELESTIAIS.



VÓS SOIS CHAMADO O INTERCESSOR DE DEUS EXCELSO DOM SEM PAR,

A FONTE VIVA, O FOGO, O AMOR, A UNÇÃO DIVINA E SALUTAR.



SOIS O DOADOR DOS SETE DONS E SOIS PODER NA MÃO DO PAI,

POR ELE PROMETIDO A NÓS, POR NÓS SEUS FEITOS PROCLAMAI.



A NOSSA MENTE ILUMINAI, OS CORAÇÕES ENCHEI DE AMOR,

NOSSA FRAQUEZA ENCORAJAI, QUAL FORÇA ETERNA E PROTETOR.



NOSSO INIMIGO REPELI, E CONCEDEI-NOS A VOSSA PAZ,

SE PELA GRAÇA NOS GUIAIS, O MAL DEIXAMOS PARA TRÁS.



AO PAI E AO FILHO SALVADOR, POR VÓS POSSAMOS CONHECER

QUE PROCEDEIS DO SEU AMOR, FAZEI-NOS SEMPRE FIRMES CRER.



AMÉM!



22. Em seguida, o bispo ordenante principal e os outros Bispos ordenantes, se for preciso, aproximam-se das cadeiras preparadas para a Ordenação. Todos se assentam.



APRESENTAÇÃO DO ELEITO



23. O eleito é conduzido pelos Presbíteros assistentes (se houverem) até em frente do Bispo ordenante principal, ao qual faz uma reverência. Um dos presbíteros assistentes, ou outro presbítero, fala ao Bispo ordenante principal com estas palavras:

Sac: Reverendíssimo Pai, a Igreja de Aparecida pede que ordeneis para o Ministério episcopal o Presbítero Camilo Majela



Pres: Tens o mandato apostólico?

Sac: Aqui o temos.



Pres: Proceda-se à sua leitura.



24. Lê-se a bula em sua integridade:

 

 

A todos que lerem esta bula, que Deus nosso Pai nos abençoe e nos proteja sempre com o seu amor misericordioso e bondoso.

 

Concedeu o Espirito Santo a graça de Sua Santidade, Papa Silvestre assentar sobre a Cátedra do Apóstolo Pedro, para guiar a Igreja. Cristo, instituiu doze apóstolos para que fosse pregar pelo mundo e batiza-los em nome da Santíssima Trindade (cfr. Mt 28, 19) encorajando os discípulos a não temerem, porque estaria com eles e com a sua Igreja até aos últimos dias (cfr. Mt 28, 20). Edifica assim, sobre Pedro a sua Igreja e entrega-lhe o poder de intermediar entre o céu e a terra e prometendo que as portas jamais haverão de prevalecer contra a Igreja (Mt 16, 18).



Ainda incentiva-nos a guiar o rebanho sobre qual Ele enviou Bispos para apascentar o que ele comprou com seu preciosíssimo sangue (At 20, 28). Para desempenhar a sua sublime missão, «os Apóstolos foram enriquecidos por Cristo com uma efusão especial do Espírito Santo, que sobre eles desceu: e pela imposição das mãos eles próprios transmitiram aos seus colaboradores este dom espiritual que foi transmitido até aos nossos dias através da consagração episcopal» [1] e para desempenhar tão grande mistério importante para a Igreja.



Vimos a necessidade de ter um novo Bispo na nossa Santa Igreja, e vendo o trabalho de todos vimos que o nosso amado irmão Camilo Majela está apto a ocupar este cargo. 

 

Portanto, com o poder a mim conferido NOMEIO CAMILO MAJELA como Bispo, com todos os direitos incumbidos para este sagrado ministério Apostólico. Deves portanto, ao receber estas letras, comunica-las a todo o Clero e ao povo de Deus a tua nomeação como Bispo e pertinente, deves receber a Ordenação Episcopal por mãos de um Bispo à tua escolha. «A consagração episcopal, juntamente com a função de santificar, confere também as funções de ensinar e governar [...] De facto, pela imposição das mãos e pelas palavras da consagração, a graça do Espírito Santo é dada e é impresso o carácter sagrado, de tal modo que os bispos fazem as vezes, de uma forma eminente e visível, do próprio Cristo, Mestre, Pastor e Pontífice, e actuam em vez d'Ele [«in Eius persona agant»]» (1). Por isso, pelo Espírito Santo que lhes foi dado, os bispos foram constituídos verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífices e pastores» (2). [2]



Portanto, exorto-te também a ser diligente para com o povo de Deus, na humildade e bem próximo do rebanho que te é confiado, lembrando o pedido de Cristo a São Pedro: Se me amas, apascenta as minhas ovelhas (cf. Jo 15, 17). Confiamos-te e confiamos teu Ministério Episcopal às mãos de Nossa Senhora, para que seja tua força e ilumine todos os ofícios e trabalhos que vás tomar como Bispo, Sucessor dos Apóstolos, Pai espiritual do povo de Deus

 

Dado no gabinete da Arciprestia da BSP, no dia Quinze de Janeiro de Dois Mil e Vinte e Quatro do Pontificado de Sua Santidade, o Papa Silvestre

Terminada a leitura, todos concordam com a eleição do Bispo, dizendo:

Ass: Graças a Deus.



HOMILIA



25. O Bispo ordenante principal, estando todos sentados, faz a homilia na qual fala ao clero, ao povo e ao eleito sobre o ministério do Bispo, iniciando com base no texto das leituras feitas na Liturgia da Palavra.



PROPÓSITO DO ELEITO



26. Após a homilia, só o eleito se levanta e permanece de pé diante do Bispo ordenante principal, que o interroga com estas palavras:

Pres: Conforme o costume dos Santos Padres, aquele que é escolhido para Bispo deve ser interrogado diante do povo, quanto a fé e sua futura missão. 

Assim, caríssimo irmão, queres desempenhar até a morte a missa que nos foi confiada pelos Apóstolos, e que, por imposição de nossas mãos, te será transmitida com a graça do Espírito Santo?

Eleito: Quero.



Pres: Queres anunciar o Evangelho de Cristo com fidelidade e perseverança?

Eleito: Quero.



Pres: Queres conservar em sua pureza e integridade o tesouro da fé, tal como foi recebido dos Apóstolos e transmitido na Igreja, sempre e em toda parte?

Eleito: Quero.



Pres: Queres edificar a Igreja, corpo de Cristo, e permanecer na sua unidade com o Colégio dos Bispos, sob a autoridade do sucessor do Apóstolo Pedro?

Eleito: Quero.



Pres: Queres obedecer fielmente ao sucessor do Apóstolo Pedro?

Eleito: Quero.



Pres: Queres, com teus colaboradores, presbíteros e diáconos, cuidar do povo de Deus com amor de pai e dirigi-lo no caminho da salvação?

Eleito: Quero.



Pres: Queres, por amor a Deus, mostrar-te afável e misericordioso para com os pobres e peregrinos e todos os necessitados?

Eleito: Quero.



Pres: Como bom pastor, queres procurar as ovelhas errantes e conduzi-las ao rebanho do Senhor?

Eleito: Quero.



Pres: Queres orar incessantemente pelo povo de Deus e desempenhar com fidelidade a missão do sumo sacerdócio ?

Eleito: Quero, com a graça de Deus.



Pres: Deus, que te inspirou este bom propósito, te conduza sempre mais a perfeição.



LADAINHA DE TODOS OS SANTOS



27. Todos se levantam. O Bispo, sem a mitra, de mãos postas, voltado para o povo, diz:

Pres: Oremos, irmãos e irmãs, para que Deus todo-poderoso derrame com largueza a sua graça sobre este servo, escolhido para o serviço da Igreja.



28. O Eleito se prostra e canta-se a ladainha, à qual TODOS respondem; nos domingos e no Tempo Pascal, todos permanecem de pé, nos outros dias, todos permanecem de joelhos. Nesse caso, o Diácono diz:

Ajoelhemo-nos.

E todos se ajoelham.



Senhor, tende piedade de nós. 

Ass: Senhor, tende piedade de nós.



Cristo, tende piedade de nós. 

Ass: Cristo, tende piedade de nós.



Senhor, tende piedade de nós. 

Ass: Senhor, tende piedade de nós.



Santa Maria, Mãe de Deus.

Ass: Rogai por nós.



São Miguel e Santos Anjos de Deus.

Ass: Rogai por nós.



São João Batista e São José.

Ass: Rogai por nós.



São Pedro e São Paulo.

Ass: Rogai por nós.



Santo André e São Tiago.

Ass: Rogai por nós.



São João Evangelista e São Tomé.

Ass: Rogai por nós.



São Tiago e São Filipe.

Ass: Rogai por nós.



São Bartolomeu e São Mateus.

Ass: Rogai por nós.



São Simão e São Tadeu.

Ass: Rogai por nós.



São Matias e Santa Maria Madalena.

Ass: Rogai por nós.



Santo Estêvão e Santo Inháciho de Anhtihoquhia.

Ass: Rogai por nós.



São Lourenço e São João de Brito.

Ass: Rogai por nós.



Santa Perpétua e Santa Felicidade.

Ass: Rogai por nós.



Santa Inês e São Gregório.

Ass: Rogai por nós.



Santo Agostinho e Santo Atanásio.

Ass: Rogai por nós.



São Martinho e São Bento.

Ass: Rogai por nós.



São Teotónio e Santo António de Lisboa.

Ass: Rogai por nós.



São Francisco e São Domingos.

Ass: Rogai por nós.



São João de Deus e São Francisco Xavier.

Ass: Rogai por nós.



São João Maria Vianney e Santa Isabel de Portugal.

Ass: Rogai por nós.



Santa Catarina de Sena e Santa Teresa de Jesus.

Ass: Rogai por nós.



Todos os Santos e Santas de Deus.

Ass: Rogai por nós.



Sede-nos propício.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Para que nos livreis de todo mal, de todo pecado e da morte eterna.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Pela vossa encarnação, morte e ressurreição.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Pela efusão do Espírito Santo.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Apesar de nossos pecados.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Para que vos digneis conduzir e proteger a vossa Igreja.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Para que vos digneis conservar no vosso santo serviço, o Papa, os Bispos e todo o clero.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Para que vos digneis abençoar, santificar e consagrar este Eleito.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Para que vos digneis conceder a todos os povos a paz e a verdadeira concórdia.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Para que vos digneis manifestar a vossa misericórdia a todos que sofrem tribulações.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Para que vos digneis conservar-nos e confortar-nos no vosso santo serviço.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Jesus, Filho do Deus vivo.

Ass: Ouvi-nos, Senhor.



Cristo, ouvi-nos.

Ass: Cristo, ouvi-nos.



Cristo, atendei-nos.

Ass: Cristo, atendei-nos.



29. Terminada a ladainha, só o Bispo se levanta e diz, de mãos estendidas:

Pres: Atendei, ó Pai, as nossas súplicas para que, ao derramardes sobre este vosso servo a plenitude da graça sacerdotal, desça sobre ele a força da vossa bênção. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.



Se estiverem ajoelhados, o diácono diz:

Levantai-vos.

E todos se levantam.



IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E PRECE DE ORDENAÇÃO



30. O Eleito se levanta; aproxima-se do Bispo, que está de pé diante da cátedra, com mitra; e ajoelha-se diante dele.



31. Em silêncio, o Bispo ordenante principal impõe as mãos sobre a cabeça do Eleito. Depois dele, os outros Bispos aproximando-se um após o outro, impõem também as mãos ao eleito em silêncio. Terminada a imposição das mãos, os Bispos permanecem ao lado do Ordenante principal até que termina a Prece de Ordenação, mas de tal modo que sejam vistos por todos os fiéis. 



32. Em seguida, o Bispo ordenante principal recebe do diácono o evangeliário e o coloca aberto sobre a cabeça do eleito; dois diáconos, ou dois presbíteros, de pé, um à direita e outro à esquerda do eleito, seguram o evangeliário sobre a cabeça dele até o fim da Prece de Ordenação.



33. Tendo o Bispo eleito ajoelhado à sua frente, o Bispo ordenante principal, com os outros Bispos ao seu lado, todos sem mitra, e de mãos estendidas, diz a Prece de Ordenação:

Pres: Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda consolação: Vós habitais no mais alto dos céus, e voltais o vosso olhar para os humildes; conheceis todas as coisas antes que aconteçam pela vossa palavra estabelecestes leis na Igreja; e escolhestes desde o principio um povo santo, descendente de Abraão, dando-lhes chefes e sacerdotes, e jamais deixastes sem ministros o vosso santuário, porque, desde o princípio, quisestes ser glorificado em vossos Eleitos.



34. A parte da Prece de Ordenação que segue é proferida por todos os Bispos ordenantes, de mãos unidas, mas em voz baixa, de modo que a voz do Bispo ordenante principal, possa claramente ser ouvida.

Enviai agora sobre este Eleito a força que de vós procede, o Espírito Soberano, que destes ao vosso amado Filho, Jesus Cristo, e ele transmitiu aos santos Apóstolos, que fundaram a Igreja por toda a parte, como vosso templo, para gloria e perene louvor do vosso nome.



35. O Bispo ordenante principal, continua sozinho: 

Pres: Ó Pai, que conheceis os corações, concedei que este vosso servo, escolhido para Bispo, apascente o vosso rebanho e exerça, de modo irrepreensível, a plenitude do sacerdócio.

Que ele vos sirva dia e noite, intercedendo junto a vós pelo seu povo, e oferecendo os dons da vossa Igreja.

Pela força do Espírito Santo, que a plenitude do sacerdócio lhe comunica, concedei-lhe o poder de perdoar os pecados segundo o vosso mandamento, ele ele distribua os ministérios segundo o vosso preceito, e desligue todo o vínculo conforme o poder dado aos Apóstolos.

Pela mansidão e pureza de coração, que ele seja para vós oferenda agradável por vosso Filho, Jesus Cristo. 

Por ele, ó Pai, recebeis com o Espírito Santo a glória, o poder e a honra na Igreja santa, agora e para sempre.

Ass: Amém.



36. Terminada a Prece de Ordenação, os Diáconos retiram o evangeliário que seguravam sobre a cabeça do Bispo ordenado, e um deles conserva o evangeliário até que seja entregue ao Ordenado. Todo se sentam. O Ordenante principal e os demais Bispos põem a mitra.



UNÇÃO DA CABEÇA E ENTREGA DO LIVRO DOS 

EVANGELHOS E DAS INSÍGNIAS



37. O Bispo sagrante principal, revestido de gremial branco, recebe de um dos Diáconos o frasco com óleo do Crisma e unge a cabeça do Ordenado, ajoelhado diante dele, dizendo: 

Pres: Deus, que te fez participar da plenitude do sacerdócio de Cristo, derrame sobre ti o bálsamo da unção, enriquecendo-te com a bênção da fecundidade espiritual. 



38. Ao terminar a unção, o Bispo ordenante principal pode lavar as mãos.



39. O Bispo ordenante principal recebendo do diácono o Evangeliário, entrega-o ao Bispo ordenado, dizendo:

Pres: Recebe o Evangelho e anuncia a palavra de Deus com toda a constância e desejo de ensinar.



40. Após o Bispo ordenado receber o evangeliário, o entrega ao diácono que o leva a credência ou ao ambão.



41. O Bispo ordenante principal, põe o anel no dedo anular da mão direita do Bispo ordenado, dizendo: 

Pres: Recebe este anel, símbolo da fidelidade; e com fidelidade invencível guarda sem mancha a Igreja, esposa de Deus.

 

44. Em seguida, o Bispo ordenante principal impõe a mitra ao Bispo ordenado, dizendo:

Pres: Recebe a mitra e brilhe em ti o esplendor da santidade, para que quando vier o Príncipe dos pastores, mereças receber a imarcescível coroa da glória.



45. Por fim, entrega-lhe o báculo pastoral, dizendo:

Pres: Recebe o báculo, símbolo do serviço pastoral, e cuida de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo te constituiu Bispo a fim de apascentares a Igreja de Deus.

 

47. Finalmente, tendo deposto o báculo, o Ordenado se levanta e recebe a saudação da paz do Ordenante principal e todos os Bispos.



58. A missa prossegue na forma do costume. Diz-se o Símbolo, segundo as rubricas; omite-se a Oração Universal.

PROFISSÃO DE FÉ

 

15. Terminada a homilia, seja feita, quando prescrita, a profissão de fé:

Ass.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

 Amém.

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS

 

17. Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o missal.

 

18. Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, ou outros dons para auxílio da comunidade e dos pobres. 

 

19. O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:

Pres.: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.

Em seguida, coloca a patena como pão sobre o corporal.

 

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:

Ass.: Bendito seja Deus para sempre!

 

20. O diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:

Pres.: Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

 

21. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:

Pres.: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.

Coloca o cálice sobre o corporal.

 

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:

Ass.: Bendito seja Deus para sempre!

 

22. O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:

Pres.: De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, nosso Deus.

 

23. Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

 

24. O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:

Pres.: Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

 

CONVITE À ORAÇÃO

 

25. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:

Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

 

26. Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas.

Pres.: Senhor, nós vos oferecemos este Sacrifício de louvor para o crescimento de nossa vida de serviço, a fim de que leveis a bom termo o que me destes, sem meus méritos. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass.: Amém.

Prefácio Dominical do Tempo Comum, III

 

(A salvação dos homens, pelo homem)

 

27. Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:

 

Abrindo os braços diz:

O Senhor esteja convosco. 

O povo responde:

Ass: Ele está no meio de nós. 

 

Elevando as mãos, o sacerdote continua:

Corações ao alto.

O povo responde:

Ass: O nosso coração está em Deus. 

 

De braços abertos, o sacerdote acrescenta: 

Demos graças ao Senhor, nosso Deus. 

O povo responde:

Ass: É nosso dever e nossa salvação. 

 

O sacerdote continua o prefácio de braços abertos.

Na Verdade, é digno e justo é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Nós reconhecemos que pertence à vossa imensa glória socorrer a nós mortais com a vossa divindade e servir-nos da vossa condição mortal remédio para nos libertar da morte e abrir-nos o caminho da salvação, por Cristo, Senhor nosso. Por ele os coros dos Anjos adoram vossa grandeza e se alegram eternamente na vossa presença. Concedei, também a nós, associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz:

 

No fim junta as mãos e conclui o prefácio, cantando ou recitando em voz alta com o povo:

 

Ass: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

 

28. Em todas as missas, o sacerdote deverá proferir com voz inteligível a Oração eucarística; poderão ser cantadas aquelas partes que, segundo o rito da concelebração, forem apropriadas ao canto.

 

109. O sacerdote, de braços abertos, diz:

Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.

Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:

  Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas

une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo, sobre o pão e o cálice, dizendo:

a  fim de que se tornem o Corpo + e o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,

une as mãos

que nos mandou celebrar estes mistérios.

A assembleia aclama:

Ass.: Enviai o vosso Espírito Santo!

 

O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Na noite em que ia ser entregue,

toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:

Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.

 

Então prossegue:

Do mesmo modo, no fim da ceia,

toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:

ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos.

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

 

Em seguida, diz:

Mistério da fé!

A assembleia aclama:

Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

 

O sacerdote, de braços abertos, diz:

 

Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.

A assembleia aclama:

Ass.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

 

Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

A assembleia aclama:

Ass.: O Espírito nos una num só corpo!

 

1C: Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, (Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

A assembleia aclama:

Ass.: Fazei de nós uma perfeita oferenda!

 

2C: Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Silvestre e ao vosso servo Camilo, hoje sagrado bispo, com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

A assembleia aclama:

Ass.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

 

*3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,

une as mãos

por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

 

Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:

Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.

A assembleia aclama:

Ass.: Amém.

 

RITO DA COMUNHÃO

 

125. Tendo colocado o cálice e a patena sobe o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:

Pres.: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

    O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:

Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

 

126. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:

Pres.: Livrai-nos de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz em nossos dias, para que, ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e de toda a perturbação, enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador.

Ass.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

 

127. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:

Pres.: Senhor Jesus Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz: não olheis aos nossos pecados, mas à fé da vossa Igreja, e dai-lhe a união e a paz, segundo a vossa vontade,

    O sacerdote une as mãos e conclui:

Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.

Ass.: Amém.

 

128.  O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:

Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.

Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

 

129. Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote acrescenta estas palavras ou outras semelhantes:

Diác. ou Pres.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

    E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade; o sacerdote saúda o diácono ou o ministro.

 

130. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:

Pres.: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

 

131. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:

Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

 

Ou, faça-se cantado:

 Essas palavras podem ser repetidas várias vezes,  se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

 

132. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:

Pres.: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.

    Ou:

Pres.: Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento  e remédio para minha vida.

 

133. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre a patena, diz em vos alta, voltado para o povo:

Pres.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

    E acrescenta, com o povo, uma só vez:

Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

 

Antífona da comunhão


Cf. Sl 33, 6
Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados,
o vosso rosto não será confundido.

Ou: Cf. Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue não anda nas trevas,
mas terá a luz da vida.

 

COMUNHÃO

 

134. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:

Pres.: Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.

    Comunga o Corpo de Cristo. Depois, segura o cálice e reza em silêncio:

Pres.: Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.

    Comunga o Sangue de Cristo.

 

135. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar, diz a cada um:

O Corpo de Cristo.

    O que vai comungar responde:

Amém.






O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

136. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

137. Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão. 

138. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:

Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que está dádiva temporal  se transforme para nós em remédio eterno.

 

139. O sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.

 

DEPOIS DA COMUNHÃO

 

140. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:

Pres.: Oremos.

E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote abrindo os braços, diz a oração "Depois da comunhão."

Deus todo-poderoso, nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça,
nos alegremos sempre nestes dons sagrados. Por Cristo nosso Senhor.

Ass.: Amém.

RITO FINAL DA SAGRAÇÃO EPISCOPAL

 

TE DEUM

 

141. Terminada a Oração depois da comunhão, canta-se o hino "Te Deum, laudamus" (A vós, ó Deus), ou outro hino correspondente, conforme os costumes do lugar. Enquanto isso o Bispo ordenado, de mitra e báculo, é conduzido pela igreja pelos Bispo co-ordenantes principais, dando a benção a todos.

 

A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS E POR SENHOR NOSSO VOS CONFESSAMOS.

A VÓS, Ó ETERNO PAI, REVERENCIA E ADORA TODA A TERRA.

A VÓS, TODOS OS ANJOS, A VÓS, OS CÉUS E TODAS AS POTESTADES;

A VÓS, OS QUERUBINS E SERAFINS COM INCESSANTES VOZES PROCLAMAM:

SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR DEUS DOS EXÉRCITOS!

OS CÉUS E A TERRA ESTÃO CHEIOS DA VOSSA GLÓRIA E MAJESTADE.

 

A VÓS, O GLORIOSO CORO DOS APÓSTOLOS,

A VÓS, A RESPEITÁVEL ASSEMBLEIA DOS PROFETAS,

A VÓS, O BRILHANTE EXÉRCITO DOS MÁRTIRES ENGRANDECE COM LOUVORES!

A VÓS, ETERNO PAI, DEUS DE IMENSA MAJESTADE,

 

AO VOSSO VERDADEIRO E ÚNICO FILHO, DIGNO OBJECTO DAS NOSSA A ADORAÇÕES,

DO MESMO MODO AO ESPÍRITO SANTO, NOSSO CONSOLADOR E ADVOGADO.

 

VÓS SOIS O REI DA GLÓRIA, Ó MEU SENHOR JESUS CRISTO!

VÓS SOIS FILHO SEMPITERNO DO VOSSO PAI OMNIPOTENTE!

VÓS, PARA VOS UNIRDES AO HOMEM E O RESGATARDES

NÃO VOS DIGNASTES DE ENTRAR NO CASTO SEIO DUMA VIRGEM!

 

VÓS, VENCEDOR DO ESTÍMULO DA MORTE,

ABRISTES AOS FIÉIS O REINO DOS CÉUS,

VÓS ESTAIS SENTADO À DIREITA DE DEUS,

NO GLORIOSO TRONO DO VOSSO PAI!

NÓS CREMOS E CONFESSAMOS FIRMEMENTE

QUE DE LÁ HAVEIS DE VIR A JULGAR NO FIM DO MUNDO.

 

A VÓS PORTANTO ROGAMOS QUE SOCORRAIS OS VOSSOS SERVOS

A QUEM REMISTES COM O VOSSO PRECIOSÍSSIMO SANGUE.

FAZEI QUE SEJAMOS CONTADOS NA ETERNA GLÓRIA,

ENTRE O NÚMERO DOS VOSSOS SANTOS.

 

SALVAI, SENHOR, O VOSSO POVO E ABENÇOAI A VOSSA HERANÇA,

E REGEI-OS E EXALTAI-OS ETERNAMENTE PARA MAIOR GLÓRIA VOSSA.

TODOS OS DIAS VOS BENDIZEMOS

E ESPERAMOS GLORIFICAR O VOSSO NOME AGORA E POR TODOS OS SÉCULOS.

DIGNAI-VOS, SENHOR, CONSERVAR-NOS NESTE DIA E SEMPRE SEM PECADO.

TENDE COMPAIXÃO DE NÓS, SENHOR,

COMPADECEI-VOS DE NÓS, MISERÁVEIS.

DERRAMAI SOBRE NÓS, SENHOR, A VOSSA MISERICÓRDIA,

POIS EM VÓS COLOCAMOS TODA A NOSSA ESPERANÇA.

 

EM VÓS, SENHOR, ESPEREI, NÃO SEREI CONFUNDIDO.

 

ALOCUÇÃO AO POVO

 

142. Após o hino, o ordenado, de pé, junto ao altar ou se estiver na sua catedral, à cátedra, de mitra e báculo, pode dirigir breve alocução ao povo.

 

BENÇÃO SOLENE

 

143. O Bispo que presidiu a Liturgia eucarística dá a bênção,



Se a bênção for dada pelo Ordenado, profere a seguinte bênção:

Bênção Solene

 

144. O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:

Pres: O Senhor esteja convosco.

O povo responde:

Ass: Ele está no meio de nós.

 

O diácono diz:

Inclinai-vos para receber a bênção.

 

O sacerdote, de mãos estendidas, profere a tríplice bênção:

Pres: Ó Deus, que pelo perdão restaurais o vosso povo e com amor o governas, concedei o Espírito de sabedoria àqueles a quem confiastes o governo da Igreja, para que o bem das ovelhas constitua a eterna alegria dos pastores.

Ass: Amém.



Pres: Ó Deus, que determinais o número de nossos dias e o curso dos acontecimentos, considerai com amor nosso humilde serviço e estendei ao nosso tempo a vossa paz.

Ass: Amém.



Pres: Ó Deus, considerai com bondade os dons que de vossa graça recebi e, tendo-me elevado à ordem do Episcopado, fazei que eu vos agrade por minhas boas obras. Dirigi o coração do povo e do Bispo, para que não falte ao pastor a obediência das ovelhas nem às ovelhas o cuidado do pastor.

Ass: Amém.



O sacerdote abençoa o povo, dizendo:

Pres: E a todos vós, aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai + e Filho + e Espírito + Santo.

Ass: Amém.



145. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:

Diác ou Sac: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

Ass: Graças a Deus.



146. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.